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27/05/2009

Hoje, Dia da Mata Atlântica, não temos o que comemorar

Quatro décadas é o tempo que resta de vida para a Mata Atlântica - a floresta que, em 1500, recobria todo o litoral brasileiro e da qual, hoje, restam 7,9% - se o atual ritmo de destruição for mantido. O Atlas dos Remanescentes Florestais divulgado na terça-feira pela Fundação SOS Mata Atlântica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) revela que, a despeito de campanhas e alertas, o desmatamento persiste inabalável, no ritmo de 34 mil hectares ao ano desde 2000, informa a repórter Roberta Jansen na edição desta quarta-feira do Globo. Nessa velocidade, a floresta tem data para acabar: 2050.





Aqui, você tem uma forma fácil e grátis de ajudar na recuperação da Mata Atlântica.

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23/04/2009

Os verdadeiros poluidores

Os 15 maiores navios do mundo poluem tanto quanto os 760 milhões de automóveis existentes em nosso planeta!



Segundo o jornal inglês "The Guardian" os governos europeus têm sido acusados de subestimar os riscos à saúde derivados da poluição provocada pelos navios, trazidos à tona por uma pesquisa que demonstraria que cada um desses gigantescos navios transportadores de containers ou petróleo provoca emissões cancerígenas e causadoras de asma idênticas às de 50 milhões de automóveis!

Dados confidenciais que transpiraram do setôr marítimo revelam que, por causa do seu tamanho e do combustível usado, em comparação aos dos automóveis, os motores dos 15 maiores navios do mundo causam tanta poluição quanto os de todos os automóveis do planeta!

O automóvel tem costas tão largas que tem sido usado para mascarar todos os outros agentes poluidores do nosso planeta, cujos responsáveis, por sua vez, passam mais tempo se acusando do que tratando de diminuir as suas reais emissões poluentes!

O poder de comunicação (num mundo em que a imprensa trata os assuntos complexos de uma forma simplista, maniqueísta e superficial) é usado para deixar na sombra os problemas tão, senão mais, importantes!

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26/11/2008

Oremos

Todos os anos por esta altura, começam as calamidades provocadas pelas chuvas. Centenas de pessoas morrem, milhares ficam desabrigadas e perdem boa parte dos seus bens que levaram anos de trabalho para conseguir comprar. Desesperadas, ficam à mercê da caridade alheia. Governantes vêm para os meios de comunicação afirmar que foi a maior chuva dos últimos "n" anos, a população se mobiliza, envias toneladas de alimentos, colchões e agasalhos, as Tvs fazem amplas coberturas, os governadores de estado e o Planalto liberam verbas para a reconstrução e, dois meses depois, não se fala mais nisso até ao... próximo verão, quando tudo se repete com uma pontualidade invejável!

Este ano, por enquanto, Santa Catarina foi o estado mais atingido, mas esse mesmo filme já aconteceu em praticamente todas as unidades da federação! Petrópolis, Campos, Recife, Teresópolis, S. Paulo e Vitória são figurinhas repetidas nesse álbum de incúria administrativa que nos assola com a mesma frequência das chuvas: isto é, todos os anos!

Decretado, nessas ocasiões pelos governantes, o estado de calamidade pública que nos assola é bem outro: É este modelo de governança que se implantou neste país, com a degradação constante dos quadros da administração pública.

O planejamento de longo prazo inexiste! Ninguém pensa este País, ou Estado, ou Município para daqui a 20, 30 anos! O horizonte maior do planejamento da ação pública (quando o há) não ultrapassa nunca os limites de um mandato.

Cada governante eleito quer "deixar a sua marca", e torra o dinheiro de nossos impostos em obras visíveis, muitas vezes de gosto duvidoso, e , sempre, de prioridade questionável!

O trabalho constante, necessário, de formiguinha, que poderia minimizar as tragédias provocadas pelos fatores climáticos e melhorar a qualidade de vida da população, nunca é feito porque não aparece. Dragar rios, instalar e manter limpas as redes de esgoto doméstico e de águas pluviais, coletar permanentemente o lixo, não permitir a ocupação de morros e de margens de rios, fazer contenção de encostas, são atividades encaradas pelos poderes públicos com o mais absoluto desdém!

Uma outra vertente do problema é o desmonte que foi sendo feito ao longo dos anos da carreira do funcionalismo público. Com baixos salários, sem treinamento, sem perspectivas, o funcionário concursado desde há muito (salvo raríssimas exceções) está absolutamente despreparado, e, pior, sem nenhum estímulo para exercer a sua função. Os cargos mais altos das administrações sempre lhe são negados, pois há que acomodar os cupinchas que, ou ajudaram nas campanhas, ou são indicações dos partidos da base de sustentação. Geralmente de uma incompetência lapidar, estes últimos não têm nenhum compromisso com a boa administração pública. Sabem que têm quatro anos para se "arrumar", ao final dos quais voltam para as suas ocupações privadas. Não raro, os salários destes cargos, ditos de confiança, são algumas vezes mais altos do que os dos funcionários concursados!

É mais caro remediar as tragédias do que preveni-las? É claro que sim, mas isso não perece importar aos luminares que nos governam.
Mais gente morre, ou fica na miséria, no desespêro? Infelizmente sim, mas, meses depois tudo não passará de mera estatística, que será brandida, na catástrofe seguinte, ao sabor dos interesses eleitoreiros do momento!

Neste modelo, de nós cidadãos, só lhes interessa a nossa capacidade de pagar impostos e, de tempos em tempos, o nosso voto.

Definitivamente, para o governo, nós não somos pessoas, somos números e cifrões!

Até quando!?

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17/11/2008

A marolinha do Sr Luis Inácio XIII

Enquanto o governo se preocupa com a elite sindical e libera recursos para tentar manter os seus empregos, e de forma equivocada, já que pôs à disposição de bancos e financeiras R$ 8 bi para financiamentos de automóveis, mas sem exigir nenhuma contrapartida (como a manutenção do financiamento de 100% do valor do veículo e das taxas de juros e prazos existentes antes da crise), o que, obviamente, não vai funcionar, milhares de catadores de recicláveis por esse país afora amargam uma queda de seus suados rendimentos de mais de 40%.
Para que se tenha uma idéia, em Setembro eles conseguiam R$ 3,50 por kilo de latinhas de alumínio (aproximadamente 72 latas). Com a "marolinha" do Sr Luis Inácio o valôr já caíu para R$2,00. Os outros recicláveis (ferro, cobre, metal, papelão e plástico) acompanharam essa queda! Muitos catadores estão desistindo, e não sabem como manter as suas famílias daqui para a frente!
Como corolário teremos ruas mais sujas e rios mais poluídos!

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10/10/2008

Aquecimento Global. Procura-se. Alvíssaras a quem encontrar!

Meus caros, está um frio de rachar aqui na serra!

Se alguém encontrar por aí o tal do "Aquecimento Global" por favor peça-lhe para ele dar uma passadinha aqui por estas bandas com urgência!

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10/06/2008

A Amazônia é menos importante do que o esgoto tratado na minha rua!

Estamos na Semana do Meio Ambiente!
A mídia se concentrou no desmatamento da Amazônia, que é grave, sempre é notícia, mas que desperta na maioria da população o sentimento difuso de que "Meio-ambiente é um problema de governo!", ajudando a criar, assim, a sensação de que os diários pequenos delitos ambientais individuais não são tão (ou mais) nefastos, no seu conjunto, do que a omissão do Estado em relação à rain forest!
- O que é a minha sacolinha plástica jogada na rua (ou um garrafa de plástico, ou uma pilha, ou...) comparada com uma queimada na Amazônia?

Por outro lado a excessiva tônica na Floresta Amazônica, tira o foco dos outros biomas brasileiros (Mata-Atlântica, Cerrado, Caatinga, Campos-Sulinos, Pantanal, Zona-Costeira, etc) com muito maior densidade populacional e, portanto, em que as atitudes individuais são determinantes para o equilíbrio dos eco-sistemas!

Num país com as carências de educação (não só ambientais) do nosso, creio ser fundamental que as investidas da mídia nacional se concentrem na difusão da importância das referida atitudes individuais, e na cobrança das formas de procedimento de governo no âmbito regional (prefeituras e estados), quanto a coleta de lixo, redes de esgoto, água tratada, limpeza urbana, licenças de instalação de empresas poluentes, fiscalização de emissão de gases industriais, entre outras.

Como interferem diretamente com a qualidade de vida da maioria da população, e são de responsabilidade de instâncias governamentais mais próximas do cidadão-eleitor, a fiscalização (cobrança) de sua observância será muito mais efetiva!

A rain forest já provoca pressões, de governos estrangeiros e da mídia internacional, suficientes para deixar as barbas do governo federal de molho!


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