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25/05/2009

Frank Lloyd Wright em bloquinhos de LEGO

Desde pequeno que adoro brincar com LEGO. Os meus filho também se entretiveram horas a fio com os coloridos bloquinhos de encaixar. Até hoje existem aqui por casa baldes de LEGO.
Recentemente a LEGO lançou uma interessante série - a LEGO Architecture - e licenciou duas obras de Frank Lloyd Wright: o Museu Solomon R. Guggenheim e Fallingwater (talvez a obra que melhor exprima o conceito de arquitetura orgânica de Wright).

O MUSEU






FALLINGWATER





Está ficando um brinquedo de gente grande, não acham?

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05/12/2008

A asseptica, cara, e espelhada arquitetura moderna

Esta semana fui ao Rio!
Depois de algum tempo sem ter que lá por os pés, esta semana fui obrigado a ir ao Rio de Janeiro duas vezes.
Entrei, e saí, pela perimetral (já de si uma excrescência urbana que impede qualquer integração entre a cidade e a baía, fruto da primazia do automóvel sobre o cidadão) e, mais uma vez, verifiquei o quão é irracional um tipo de arquitetura "sois disant" moderna, com as suas imensas fachadas de vidro, que variam apenas de côr (do funesto preto do edifício Assembléia 10 - não à toa conhecido como Idi Amin Dada - até ao azul espelhado do edifício da Bolsa de Valôres do RJ, todas os tons são permitidos nas fachadas de vidro desses monumentos ao desperdício) e que são autênticos "pára-raios" de calôr, nesta cidade tropical de temperaturas senegalescas!

À coté , englobados num mesmo olhar, os edifícios do Mosteiro de S.Bento, com os pés-direitos altos e as janelas pequenas, e do Distrito Naval (ainda com pés-direitos altos mas com rasgos maiores para a entrada de luz) fazem o contra-ponto entre uma arquitetura que primava pela habitabilidade e conforto - sem descurar da beleza- e essa coisa de hoje em dia que só se interessa pela forma, pela moda importada dos países frios que, ao contrário do nosso, precisam reter calor, e que manda, solenemente, às favas o conforto dos usuários.

Esses edifícios modernos, pasteurizados, de uma estética discutível, são uma autêntica ode ao desperdício de energia (pela fundamental necessidade de enormes sistemas de ar-condicionado, sem os quais seriam inabitáveis), e, pior, conseguem esconder as preciosas construções de épocas passadas que se perdem nas sombras projetadas pelos paquidérmicos edifícios traçados pela moderna arquitetura brasileira, a soldo de interesses imobiliários que não encontram no poder público o contraponto necessário!

Os nossos arquitetos são capazes de mais do que isso!
Nós merecemos mais do que isso!

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07/10/2008

Torre Dinâmica

Batizada de Arquitetura Dinâmica, a idéia de construir arranha-céus e edifícios que giram para aproveitar a energia eólica e cuja forma muda constantemente começou a ser posta em prática no final do ano passado em Dubai.

É um edifício com 68 andares, projeto do arquiteto italo-israelita David Fischer.

Cada andar gira sobre o seu próprio eixo de forma independente dos outros, mudando assim constantemente a forma do prédio.(Os cinco andares superiores terão a direção e a velocidade comandada pelos proprietários através de controles remotos comandados por voz, e os outros serão programados pelo administrador do edifício.

É fantástico!

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11/06/2008

Arquitetura desafiadora


Essa tal da lei da gravidade existe mesmo?
É a pergunta que parece propor esta louca casa na Ucrânia.

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24/05/2008

Pontes Estaiadas

A Ponte:

Ponte sobre o Rio Pinheiros - SP - Brasil.
Arquiteto: João Valente

A Poesia:

Ponte El Alamillo- Sevilla - Espanha
Arquiteto: Santiago Calatrava


Os meus amigos paulistanos que me desculpem mas a recém-inaugurada ponte sobre o rio Pinheiros, batizada de Octavio Frias de Oliveira, pode ser um portento de engenharia, pode ser a única ponte estaiada no mundo com duas pistas em curva conectadas a um mesmo mastro, pode ter 138 metros de altura, pode ter melhorado o trânsito, pode estar despertando ahs! e uhs! de admiração e orgulho, mas é ... horrorosa!

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10/03/2008

Preservar e Crescer

Não pretendo aqui defender a especulação imobiliária, nem a destruição do patrimônio construído ou sua substituição indiscriminada por novas edificações, mas contribuir com uma análise crítica do modo de produção capitalista do espaço urbano e suas implicações na preservação da ambiência construída. E também destacar como os vazios urbanos são preenchidos e a quais pressões estão sujeitos nas adequações urbanísticas de um determinado sistema econômico.
O projeto de um mercado na rua Treze de Maio, provocou manifestações contra, já que seria um absurdo em função da sua vizinhança – a Catedral e a casa da Princesa Isabel - com prejuízos ao turismo. A discussão não leva em conta a destopia urbana – entendida como o conjunto de alterações morfológicas na forma de usar e ocupar a cidade - provocada pelas mudanças na sociedade e inerente ao desenvolvimento das aglomerações contemporâneas.

A propriedade fundiária, é bem de produção. Como máquinas produzindo bens de consumo, o terreno urbano produz uma mercadoria especial (com valor de uso, valor de mercado e agregando valor simbólico, – por isso especial): o espaço urbano. Este espaço, mutante segundo o modo de produção de cada época, é ocupado, estocado e objeto de especulação no sistema capitalista. E participa da sua lógica de produção tal como as outras mercadorias.

Sem estas considerações, a questão é tratada na base de um maniqueísmo inócuo, sem contemplar o conjunto de variáveis que provocam as mudanças na morfologia e nos costumes urbanos. Nem as interações da práxis urbana.

Do ponto de vista do direito constitucional de propriedade, um terreno situado dentro do perímetro urbano tem seu valor mercadológico fixado em função de sua capacidade de (re)produção na economia. A decisão de alterar esta situação, e desvalorizar o imóvel por uma restrição suplementar – a legislação permite determinado uso, mas um impedimento extralegal, como tombamento, o impede – deve resultar de uma cuidadosa análise. Quando o interesse público (não confundir com o interesse do público) determinar, é garantida uma indenização plena, levando-se em conta o potencial econômico do imóvel, o que é regulamentado pelas Leis que tratam da propriedade fundiária, inclusive no que diz respeito à sub-utilização.

Petrópolis possui atividades sociais e econômicas (além do turismo) próprias que podem evoluir ou deteriorar-se. A manutenção e otimização de sua ambiência urbanística dependem de sua capacidade de produzir riquezas, empregos e bem-estar social.

O argumento que a casa nos terrenos em tela é tombada, não procede. O que é tombado é o conjunto arquitetônico da rua Ipiranga. Considerar aquela construção em “estilo alegórico”(foto acima) como fazendo parte deste conjunto, quando configura uma excrescência, é insustentável e presta um desserviço à preservação, por tentar impedir a renovação em áreas centrais e atentar contra sua sobrevivência. Seria desejável que fosse substituído por uma melhor e mais discreta arquitetura.

As reações contra a construção de um mercado em uma área na rua Treze de Maio (são três terrenos: um no n° 35 da rua Ipiranga; um segundo, intermediário, sem testada para logradouro e um outro onde se projeta a ocupação, com 26,00m de testada no n° 56 da rua Treze de Maio ) e a crucifixão do superintendente do IPHAN por não se ter oposto ao que afinal não podia opor-se, são infundadas: a legislação edilícia o permite, tanto que já existe um estabelecimento do gênero na rua, respeitando-se os afastamentos, gabarito etc. Para tanto, o IPHAN estabeleceu parâmetros de modo a que as novas edificações harmonizem-se discretamente com a vizinhança, causando a menor intervenção possível.

Sendo Petrópolis uma cidade onde os estilos arquitetônicos, do neoclássico ao Art-Deco, convivem harmoniosamente, os bons exemplos da arquitetura contemporânea devem ser incentivados.

Que o que for erigido no local tenha qualidade arquitetônica digna do entorno a que pertence, evitando monstrengos no modelo “normando/mcdonaldiano!

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